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A Nossa História

Papelaria Fernandes: a história de um nome que faz história

Os primórdios – de pequena tabacaria a grande indústria

Uma empresa que já atravessou três séculos… A Papelaria Fernandes nasceu ainda no século XIX e teve uma génese algo pitoresca. Tudo começou em 1891, ano em que Joaquim Lourenço faz uma sociedade com o seu sobrinho Artur Lourenço, tomando de trespasse uma pequena loja na já desaparecida Rua do Rato, onde actualmente se encontra o Largo do Rato.

  (Major Joaquim Lourenço- Fundador da Papelaria Fernandes)


(Sobrinhos, filho e neto do fundador, Dr. Alberto Lourenço e Ricardo Almeida- dois dos primeiros administradores da PF, Capitão Agostinho Lourenço e Engº Fernando Lourenço, respectivamente)

 (Fachada antiga da papelaria e livraria da Largo do Rato e Grupo de empregados da PF nesse local)

O negócio pertencia anteriormente a um tal Sr. Fernandes e a clientela passou a tratar o sócio Artur, a quem cabia a tarefa de atender os clientes ao balcão, por aquele apelido, fazendo com que o mesmo viesse a ser adoptado oficialmente em 1919, sob a designação “Fernandes & Cª, Lda.”.

 (Nota de encomenda de 1912)

A empresa manteve-se num âmbito estritamente comercial até 1917, quando se iniciou a actividade industrial, através do arranque da tipografia e da fabricação de sobrescritos. 

(Fábrica e Máquina de Sobrescritos)
 
Em 1922, são adquiridas as instalações da antiga Cordoaria do Rato e aí vem a ser construído um grande edifício onde foram progressivamente instaladas as Secções de Encadernação, Pautação, Sobrescritos, Litografia, Gravura e Cartonagem. 
Paralelamente, a actividade comercial estendeu-se por via da conversão em pracistas de parte dos empregados de balcão.
 

A expansão – diversificação e integração

A expansão da rede de lojas inicia-se em 1935, com a abertura da loja da Rua do Ouro e, desde então, foram várias as actividades em que a “Fernandes & Cª, Lda.” se envolveu. 

 (Loja da Rua do Ouro)

Destacam-se a cartonagem, a distribuição de papel e a venda de material de desenho e topografia. Daí para a frente, a Empresa não mais parou de crescer, quer pelo lançamento de novas actividades industriais ou comerciais, designadamente destinadas à arquitectura e engenharia, quer pela abertura de novas lojas, quer pela participação no capital de outras empresas relacionadas com o sector, como foi o caso da Companhia Papel do Prado.
 
A designação da Empresa manteve-se até 1957, altura em que se transforma em sociedade anónima, passando então a ser denominada “Papelaria Fernandes, S.A.R.L.”, até 1986. 

(Participações da PF, durante a década de 60, na FIL. Dr. Alberto Lourenço- administrador da PF, cumprimenta Américo Tomás)

Neste ano, há nova alteração de estatutos e altera-se novamente a designação para “Papelaria Fernandes – Indústria e Comércio, S.A.”, sendo a empresa admitida à cotação na Bolsa de Valores de Lisboa um ano depois.

A reestruturação – um grande Grupo Empresarial
 
Em 1988, dá-se a entrada da Inapa no capital da Empresa e é adquirida a fábrica do Cacém, bem como os terrenos destinados à expansão da sua actividade comercial, para onde foram transferidos, em 1994, o armazém e os serviços comerciais e administrativos. 

 (Instalações do Cacém)

 ( Dr. Alberto Lourenço, Administrador da PF, 
                                                      com Dr. Durão Barroso) 

Após a entrada da INAPA e com o consequente assumir do controle da gestão por este accionista, iniciou-se um completo processo de reestruturação orgânica, com a criação das empresas que vieram progressivamente a constituir o Grupo Papelaria Fernandes:
 
-          a Papelaria Fernandes – Indústria e Comércio, S.A., que, além de empresa-matriz do Grupo, se dedica à distribuição grossista de um grande número de notórias marcas de artigos de papelaria, bem como à venda directa às empresas e instituições, de todo o tipo de consumíveis de escritório.
-          a TRANSFER – Sociedade de Transportes, S.A., empresa de transportes de mercadorias que distribuia capilarmente, em todo o país, quer as encomendas dos clientes do Grupo, quer as de outras empresas terceiras, mas entretanto já desactivada desde 2006.
-          a Papelaria Fernandes – Lojas, S.A., composta pela tão bem conhecida rede de, actualmente, 21 papelarias, dispersas pelas principais cidades do país, Almada, Aveiro, Beja, Braga, Cascais, Coimbra, Faro, Gaia, Lisboa, Matosinhos, Montijo, Porto, Santarém, Setúbal e Vila Real e localizadas, na sua maioria, nos seus centros comerciais mais relevantes.
-          a Fernandes Técnica – Desenho e Reprodução, S.A., especializada na venda, ao mercado A/E/C (Arquitectura, Engenharia e Construção), de uma oferta completa de equipamentos e materiais de desenho técnico e reprografia e que, recentemente, vem desenvolvendo uma forte aposta na reprografia digital, envolvendo outsourcing e assistência técnica.
-          a PRINTIMA – Impressão e Tratamento de Imagens, S.A., foi a gráfica do Grupo para trabalhos de impressão “offset”, entre 96 e 2008, mas foi já também desactivada.
-          a Fernandes Converting – Transformação de Papel, S.A., concentra a actividade industrial no fabrico de envelopes, impressos ou não, de uma gama extensa de artigos de arquivação em cartão ou cartolina e de vários modelos de blocos e cadernos de papel, para além de ser, ainda, a única produtora nacional de papel heliográfico.
   (Exemplos de produtos produzidos e 
                                                        comercializados pela PF)
Novo século, nova era
 
Já na década de 2000, desenrolou-se a fase da abertura de várias lojas em grandes centros comerciais, introduzindo-se nestas, em 2006, a nova imagem da marca PF e o inovador e actual “layout” de livre-serviço. A rede nacional de lojas conta actualmente com 21 unidades nas principais cidades de norte a sul do país, reforçando a proximidade com os seus clientes.

 (Loja do Cascaishopping)

Entretanto, a Papelaria Fernandes apostou numa estratégia de internacionalização, como um dos seus vectores centrais de desenvolvimento futuro. E em Abril de 2006, abriu, na baixa de Luanda, em parceria com dois sócios angolanos, uma ”megastore” com a marca Papelaria Fernandes que rapidamente se constituiu numa referência do comércio retalhista da capital de Angola, estando prevista a expansão da rede por mais cidades deste País.

 (Loja de Luanda)

A partir do ínicio dos anos 2000, a Inapa foi alienando a sua participação no capital, vindo a ser substituída por novos accionistas de referência, entre os quais se destacam a Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos e empresas do Comendador Joe Berardo.
 
Actualmente, está em curso um processo de ampla reestruturação financeira do Grupo, tendo em vista dotá-lo dos recursos suficientes ao seu desenvolvimento, para enfrentar os desafios comerciais colocados pela modernidade e globalização.
Mais de 100 anos de êxito, liderança e notoriedade
Os factores que têm contribuído para a longevidade da Papelaria Fernandes, a par da sua actuação modelar, são vários e há que considerar o seu efeito conjugado para se entender este sucesso. Assim, pode-se falar da permanente inovação, quer dos produtos vendidos, quer nos modos de comercialização praticados, quer dos processos operacionais utilizados.

  (Workshop de Artes Plásticas Oferecido pela PF )

Pode-se também referir a integração vertical de várias actividades relacionadas, todas complementares entre si, tais como a impressão gráfica, a transformação de papel, a distribuição grossista e a retalhista. Não menos importante será a seriedade e a correcção de todas as práticas comerciais que deram e dão à Empresa um capital de credibilidade e de “good-will” absolutamente ímpares. Não se esqueça a extraordinária notoriedade e popularidade do próprio nome “Papelaria Fernandes”, bem a enorme abrangência da gama dos produtos oferecidos ao mercado, que faz com que toda a gente tenha tido, pelo menos alguma vez, contacto com a Empresa. E, finalmente, realce-se uma profícua simbiose de experiência e juventude, de estabilidade e dinamismo, de saber e inovação, que resulta da tão diversa antiguidade dos colaboradores e que oscila entre meio século e apenas alguns meses.


Todos os Direitos Reservados, Papelaria Fernandes 2010